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O QUE DIZ A CIÊNCIA SOBRE O ÓLEO DE ARGAN 

O seu uso tradicional pode ser explicado pela composição química do óleo de Argan que provou ser interessante pela natureza das suas fracções glicéricas (99%) e insaponificáveis (1%).

Os “ácidos gordos” do óleo de Argan são compostos por 80% de ácido insaturado.

Os ácidos oleicos e linoleicos estão presentes em cerca de 45% e 35% respectivamente, o que confere ao óleo de Argan boas qualidades dietéticas.

O ácido linoleico é um ácido gordo essencial (vitamina F), que não pode ser sintetizado pelo corpo humano e, portanto, tem que ser absorvido na forma de óleo vegetal na comida e produtos cosméticos.

Hidratante

O óleo de Argan é um dos óleos mais ricos em ácidos gordos insaturados.

Estes últimos inserem-se na membrana fosfolipídea, hidratam e nutrem a pele. De facto, o óleo de Argan é um emoliente e a sua acção é claramente diferente da de um emoliente clássico.

Graças ao seu alto teor de ácido linoleico, o óleo de Argan possui propriedades revitalizantes. O seu efeito hidratante e restaurador foi cientificamente confirmado. A deficiência de ácidos gordos essenciais (EFA), inevitável com a idade, causa o envelhecimento da pele e a resultante secura e perda de elasticidade, favorecendo o aparecimento das rugas. A correcção da deficiência de EFA retarda o envelhecimento da pele. Para além de garantirem a fluidez da membrana, os EFAs são mediadores celulares.

De acordo com o trabalho de nutricionistas, estes ácidos (linoleicos, etc.) são precursores biológicos para as hormonas intracelulares, prostaglandinas. Estas últimas são moléculas reguladoras chave em diferentes sistemas celulares, particularmente em todas as trocas membranosas.

Os ácidos gordos insaturados assumem um papel importante na prevenção de doenças cardiovasculares e a família de ómega 6 (como ácido linoleico) é essencial para o crescimento das crianças. A fracção insaponificável do óleo de Argan tem uma composição química original.

Contendo hidrocarbonetos e caroteno (37,5%), tocoferóis (7,5%), álcoois de triterpeno (20%), fitosteróis (20%) e xantofilas (6,5%). Anti radicais livres.

O óleo de Argan é relativamente rico em tocoferóis: 700 mg/kg (azeite tradicional: 320 mg/Kg). Os principais representantes desta classe no azeite são o alfa-tocoferol e a vitamina E (5%), gama-tocoferol (83%) e delta-tocoferol (12). Os polifenóis identificados são o ácido cafeico (2ppm) e oleuropeína (4ppm). Os tocoferóis (vitamina E) e os polifenóis são antioxidantes naturais. Estes desempenham um papel essencial na conservação do óleo e na prevenção de várias doenças, porque são anti radicais livres.

Sob certas condições, os radicais livres são produzidos em excesso e causam estragos e danos no ADN em proteínas e lípidos celulares essenciais nas membranas. Os radicais livres podem iniciar reacções em cascata, como a peroxidação lipídica (resultando desta alteração nas membranas a morte das células). O excesso de produção de radicais livres é a base das explicações fisiopatológicas acerca de importantes doenças conhecidas como neurodegenerativas: a esclerose lateral amiotrófica e as doenças de Parkinson e Alzheimer.

Outras doenças como o cancro e doenças cardiovasculares, parecem também estar intimamente relacionadas com o excesso de radicais livres. Nas cataratas e problemas nas articulações, também são frequentemente citados. A farmacologia dos radicais livres, procura desenvolver anti radicais livres, que são antioxidantes.

Os tocoferóis são antioxidantes naturais, encontrados nos óleos vegetais em quatro formas: alfa-tocoferol, beta-tocoferol, gama-tocoferol e delta-tocoferol. Se o alfa-tocoferol (vitamina E) tem a maior actividade biológica (vitamínica), o gama-tocoferol tem o maior poder antioxidante.

Rico em gama-tocoferol, o óleo de Argan é um alimento funcional valioso. O poder antioxidante da sua fracção insaponificável é maior do que o do alfa-tocoferol. A fracção de triterpeno consiste essencialmente em trirucallol, beta-amirina, butirospermol e lupeol.

A fracção de esteróis é composta principalmente de espinasterol e schottenol. São esteróis Delta 7, raramente encontrados em óleos vegetais. Estas biomoléculas são eficazes quer na revitalização como na protecção de anti radicais da derme, e também no restabelecimento da actividade celular. Os efeitos benéficos do óleo de Argan na pele foram confirmados. A sua aplicação restaura a camada hidro-lípida cutânea e aumenta a posse de nutrientes das células da pele.

Este óleo também estimula a oxigenação intracelular, neutraliza os radicais libres e protege os tecidos conjuntivos. Os esteróis delta 7 são inibidores da enzima redutora alfa 5. Esta enzima permite a conversão de androgénios e hormonas masculinas (testosterona) em hidrotestosterona (DHT). Estudos demonstraram que um nível elevado de DHT é responsável por problemas como o acne, a perda de cabelo e a hipertrofia da próstata. Se conseguirmos prevenir a conversão de testosterona em DHT, bloqueando a acção redutora da alfa-5, poderíamos eliminar muitos problemas geralmente associados com o excesso de DHT. E assim, compostos baseados em esteróisdelta 7 são utilizados em cosméticos contra o acne juvenil, seborreia e medicamentos anti-benignos de hipertrofia da próstata. A presença de triterpenos e fitosteróis pode explicar muitos usos da medicina tradicional. De acordo com Duke, o tirucallol tem propriedades cicatrizantes, a beta-amirina protege a pele, o butirospermol protege do sol e o lupeol é um desinfectante.

Uma publicação mais recente menciona que o lupeol tem propriedades anti-cancerígenas e promove a proliferação de queratinócitos (cabelo, unhas e pele). De acordo com alguns autores, o schottenol seria responsável pela actividade de uma planta (Agyratum conyzoides) cujo sumo é utilizado na Índia para o tratamento de doenças da pele. Um estudo epidemiológico (trabalho não publicado Derouiche et al, Laboratório de Pesquisa de lipoproteínas. Faculdade de Ben Msik Sidi Othman. Casablanca), realizado numa região do sudoeste de Marrocos, mostrou que as populações que consomem óleo de Argan são normotensos. Se a diferença de valores de colesterol total, triglicéridos e colesterol HDL entre o grupo que consumia óleo de Argan e o grupo de controlo não foi significativa, a concentração plásmica de colesterol LDL e apo B diminuiu no grupo que consumia óleo de Argan. Quanto à análise de perfil oxidativo nestas duas populações, a concentração plásmica de vitamina E aumentou e diminuiu a dos peróxidos. Estes resultados indicam que o óleo de Argan pode ajudar a prevenir doenças cardiovasculares.

Prevenção de doenças cardiovasculares

A actividade hipocolestrolémica do oleo de Argan foi provada por estudos clínicos.

Consumir duas colheres de sopa de óleo de Argan produz uma redução do colesterol em 7,9% nas mulheres e 13,1% nos homens depois de um mês de tratamento. Para além da redução do colesterol total, uma redução também dos níveis de triglicéridos.

E, graças ao seu alto teor em antioxidantes, o óleo de Argan protege contra a oxidação de LDL, o que é um passo fundamental na patogénese da arteriosclerose.

Realizaram-se testes. A administração de 5ml/kg/dia de óleo de Argan leva à normalização da pressão arterial e à redução do colesterol total.

O resultado mostra a diminuição da glucose no sangue, colesterol total no plasma, LDL, insulina, pressão arterial diastólica e sistólica em 4,4%, 14,4%, 32,5%, 26&, 8%, 28,8% e 30,5% respectivamente. Mais ainda, o tratamento não causou aumento de peso, aumento de HDL e triglicéridos respectivamente em 27,9% e 16,2%.

Um estudo de intervenção nutricional com óleo de Argan em comparação com o azeite tradicional, não publicado, realizado pela equipa de pesquisa do laboratório de lipoproteínas de Casablanca (Faculdade de Ben Msik Sidi Othman. Casablanca), foi realizado num grupo de indivíduos saudáveis composto por 60 homens.

Os resultados não mostram uma variação significativa no peso médio ou índice de massa corporal. Enquanto outras diferenças não significativas foram observadas no colesterol total dos dois grupos, os triglicéridos diminuíram e o colesterol HDL aumentou no grupo do óleo de Argan.

Isto demonstra claramente o efeito hipolipemiante do óleo de Argan. Parece que o óleo de Argan melhora o sistema de defesa antioxidante, aumentando a actividade de catálase.

O estudo nutricional mostrou, por um lado, que a ingestão de óleo de Argan levou à alteração dos ácidos gordos polinsaturados membranosos comparáveis ao causado pelo óleo de amendoim e, em segundo lugar, este óleo rico em vitamina E, causou a estimulação da actividade enzimática associada com a desintoxicação e defesa antioxidante das células. Isto resulta numa diminuição na susceptibilidade à peroxidação da membrana, que é a causa do envelhecimento, de acordo com alguns autores.

Ausência de Toxicidade

Consumido durante séculos pela população Berber, o óleo de Argan não apresenta toxicidade para os humanos.

 

Da tradição às técnicas modernas

O óleo de Argan é tradicionalmente extraído à mão pelas mulheres Berberes. Este know-how melhorou a tecnologia de extração do óleo para melhor atender aos requisitos internacionais.

Óleo de Argan, uma vitalidade prodigiosa nasceu nos limites do deserto…

“Argania Spinosa”, a árvore do Argan, é uma riqueza natural bem conhecida. Estudos diferentes, nacionais (Marrocos) e internacionais (Canadá, Alemanha, França), mostraram as suas muitas virtudes (para a pele, nutrição, sistema cardiovascular). Argania Spinosa, a árvore que melhora a vida de 3 milhões de pessoas. Esta árvore com multipropósitos representa um importante papel sócio-económico e ambiental no sudoeste de Marrocos, onde está a segunda riqueza florestal da área com mais de 800 mil hectares.

Referida em 1219 por Ibn EL-Beithar no seu livro “Traité des simples” (Leclerc, 1877, Leclerc, 1881, Leclerc, 1883), e em 1510 põe Jean-Leo O Africano, no seu livro “Description de l’Afrique” a árvore de Argan é considerada exclusivamente uma árvore marroquina.

A árvore de Argan é uma floresta gerida pela Gestão Florestal e da Água, mas os locais desfrutam, no entanto, do direito do seu uso tradicional. Sem ignorar o papel que os regulamentos para a conservação da floresta têm desempenhado até agora, devemos admitir que isto já não se aplica com a situação actual.

Porque a árvore de Argan está em processo de degradação. Tendo perdido metade da sua área num século, a árvore de Argan ainda declina em área e densidade. Esta degradação é antropogénica.

No entanto, em zonas áridas e densamente povoadas, as preocupações ambientais não podem separar-se das preocupações económicas. Também, a valorização da árvore de Argan, através dos seus produtos, e a participação das comunidades locais podem ser uma força para uma sustentável e protegida floresta rural. De facto, pessoas seguras, investem mais naturalmente nestas árvores se fornecerem alimentos, produtos comercializados e para consumo do gado.

Argan, uma fonte de produtos de grande valor

Quer o óleo de Argan ou produtos biologicamenteativos extraídos do Argan, são uma fonte de produtos de alto valor. Existe progresso na identificação de novos mercados para aumentar o valor comercial dos produtos de Argan.

Foi desenvolvido um programa que envolve preocupações económicas e ambientais e os primeiros resultados são encorajadores. A floresta de Argan é hoje uma Biosfera de Reserva para Marrocos e para a UNESCO.

O uso do óleo de Argan na medicina tradicional

Para além do uso na alimentação, o óleo de Argan vem sendo utilizado na medicina tradicional para o cuidado do corpo, tratamento do acne juvenil, varicela e dores reumáticas. Pelas suas propriedades hipocolestrolémicas, pode ser indicado para a prevenção da arteriosclerose. Como um produto de cuidado integral, o óleo de Argan tem propriedades nutricionais, protetivas e suavizantes, regenerando a pele e os cabelos opacos e quebradiços.

É utilizado tanto para o cabelo e couro cabeludo, como para a pele seca e rugas. Recomenda-se para irritações, eczemas, rugas e queimaduras. Acalma o reumatismo e dores nas articulações, estimula e desenvolve as capacidades cerebrais. Previne os riscos de abordo e estimula a produção de esperma (azoospermia).

Composição química do óleo de argan virgem

Principais ácidos gordos:

  • Ácido palmítico (11,6%)

  • Ácido esteárico (5,3%)

  • Ácido oleico (43,2%)

  • Ácido linoléico (38,1%)

  • Ácido linolênico (0,1%)

O óleo contém 695 mg / kg de tocoferol e a mistura é constituída por alfa-tocoferol (5%), gama-tocoferol (83%) e delta-tocoferol (12%). Os seus principais fitoesteróis e álcoois triterpenos são: eschottenol, espinaterol, beta-amirina, lupeol, butyrospermol e tirucallol.

 

 


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